segunda-feira, 30 de maio de 2011

Vamos tirar o Estado Laico do armário?


Ao ler tantas manifestações na internet de protesto contra a suspensão da elaboração do Kit Anti-Homofobia me pergunto: Onde estavam estes mesmos queixosos quando a então candidata Dilma Rousseff publicou a “Carta aberta ao povo de Deus” nas Eleições 2010?
Por que será que não apareceram tantas manifestações indignadas quando o Presidente Lula assinou um acordo com a Santa Sé que estabelecia a obrigatoriedade do ensino religioso nas escolas públicas brasileiras em 2008? Será que os brasileiros sentem mais medo de serem excomungados do que revolta quando a Constituição é profanada?
Muito além debate “contra ou a favor” do Kit Anti-Homofobia, a principal contribuição deste caso é a de ser mais uma evidência do quanto a bandeira por um Estado Laico (de fato) deve estar integrada a outras agendas sociais no país.

Será que finalmente vamos tirar o Estado Laico do armário?

São Paulo/SP, 27 de Maio de 2011.

Fonte: http://www.sarcastico.com.br/

domingo, 29 de maio de 2011

A Hipocrisia Cristã

Hoje eu estou realmente puta!
Estou puta da vida e cansada de grupos religiosos que utilizam uma mensagem de amor, de Boa Nova, para a autopromoção e intromissão na vida alheia. Eu estou cansada das igrejas. 
Estou cansada do sermão enfadonho de que devemos levar a Palavra de Deus, que na verdade se mostra  simplesmente como uma ação sistemática de exclusão, de julgamento, de alienação. Estou muito cansada da sindrome de coitadinho do cristianismo. Agora a moda é gritar que são perseguidos, que estão sendo forçados a ficarem calados, que o Brasil é anticristão. Oras, nada mais anticristão do que a vida e mensagem de alguns lideres religiosos. Eu estou farta de tanta hipocrisia!

Nós cristãos enchemos a boca para falar sobre o aborto, dizemos em alto e bom tom que o aborto é culpa do sexo irresponsável fora do casamento, somos cegos para ver a realidade fora dessa afirmação vazia. Parecemos crianças birrentas, que não querem admitir que estão erradas. Todas as pesquisas atuais apontam que o perfil da mulher que aborta, é de uma mulher casada, adulta, mãe e CRISTÃ! Essa mulher que aborta frequenta a igreja, esta nos bancos ouvindo a mensagem, ela possui um marido, filhos, uma família. Mas nós cristãos preferimos não admitir isso, preferimos acreditar que o aborto é fruto do sexo irresponsável, do que encarar que ele ocorre em nosso meio. Somos hipócritas. 

Temos a arrogância, a hipocrisia suprema de dizer que o reconhecimento das uniões homoafetivas são um atentado a família, que uma criança criada por um casal homossexual terá uma péssima educação, e não terá uma família de verdade. Fechamos os olhos para o numero alarmante de crianças abusadas sexualmente pelo pai, fechamos os olhos para os escândalos envolvendo pastores que abusaram sexualmente de menores de idade, ignoramos tudo isso e dizemos: Os Gays estão destruindo a família. Poxa vida o que é isso? Desonestidade intelectual ou maldade mesmo?

Queremos arrogantemente impor as concepções cristãs ao Estado, queremos obrigar as pessoas à conversão, dizemos que nos preocupamos com a salvação dessas pessoas, no fundo o que queremos é a nossa auto promoção, é dizer: Ei.. Eu sou bom, vejo como eu sou cristão, veja como eu sou importante. 

Meu querido irmão, você não passa de um saco de vermes, fétido. Você carrega ódio no seu coração, você não sabe o que é amar. Você despreza o amor entre as pessoas, você despreza os laços familiares fomentados pelo coração, independente do sexo, você vê mulheres sangrando, sendo maltratadas em hospitais, morrendo por abortos mal feitos, e você diz que é culpa do sexo irresponsável, você não estende a mão, seu coração é de pedra. Você prefere ver uma criança abandonada, do que ver ela sendo amada por um casal homoafetivo, porque isso vai contra o seu ensinamento, e oras, você não pode admitir isso. Como você se sente com tanto ódio consumindo seu peito? 

Você precisa da aceitação das pessoas, você precisa se promover, e mostrar que você é o melhor, que possui a melhor família, os mais bem sucedidos amigos, porque sua vida é vazia, você é frustrado, essa insatisfação consome seus dias. Você não é nada sem a auto promoção, sem o reconhecimento da sociedade como bom homem, como bom cristão. Você não consegue ter o respeito das pessoas naturalmente, por isso você exige tanto, fora da sua igreja, você não é nada, e isso lhe dói não é? 

Falar de Deus para pessoas que anseiam por parecerem bons cristãos é muito fácil, e o resto do mundo? Você fica horas vangloriando suas ações, enquanto tem um mundo de pessoas carentes de amor e atenção. Hipócrita!

Cada dia mais me convenço que grande parte dos cristãos, não se preocupam com a Salvação das Pessoas, não mesmo. O que eles querem é a auto promoção, é o poder de julgar, de decidir sobre a vida do outro, de ser superior. É o poder que te atrai. 

Eu como cristã cada dia me sinto mais envergonhada dos meus. 

E eu sigo trabalhando, sendo a garota chata feminista serva de Satanás! Não me importo com a religiosidade, com os rituais enfadonhos e vazios, com o sexo das pessoas, eu quero conhecer a fundo o coração das pessoas, e gente! Isso é muito bom e não tem preço. Eu quero é que mulheres e meninas tenham uma vida digna, sem violência, sem exploração, eu quero é ver o sorriso no rosto daquele mulher que até então só chorou, eu quero as lágrimas de alegria, o coração batendo forte de emoção, quero o amor, a vida nova, o empoderamento da mulher! Quero menos amarras, menos machismo, menos preconceito, menos homofobia. Quero homens e mulheres como parceiros!  Ah é isso que eu quero! E eu não preciso do aval de igreja nenhuma para isso.


quinta-feira, 19 de maio de 2011

Quase 70% das crianças violentadas por pais e padastros.

Pesquisa do Hospital de Clínicas da USP. Nos mostrando que o DOCE LAR, nem sempre é Tão doce assim:


Quase 40% das crianças violentadas foram vítimas do pai

Uma pesquisa realizada no HC (Hospital das Clínicas) da USP (Universidade de São Paulo) revela que o combate e a prevenção de abusos sexuais a crianças precisam ser feitos, principalmente, dentro de casa. Segundo o estudo, quatro de cada dez crianças vítimas de abuso sexual foram agredidas pelo próprio pai e três, pelo padrasto.
Os resultados foram obtidos após a análise de 205 casos de abusos a crianças ocorridos de 2005 a 2009. As vítimas dessas agressões receberam acompanhamento psicológico no HC e tiveram seu perfil analisado pelo Nufor (Programa de Psiquiatria e Psicologia Forense) do hospital.
Segundo Antonio de Pádua Serafim, psicólogo e coordenador da pesquisa sobre as agressões, em 88% dos casos de abuso infantil, o agressor faz parte do círculo de convivência da criança.
O pai (38% dos casos) é o agressor mais comum, seguido do padrasto (29%). O tio (15%) é o terceiro agressor mais comum, antes de algum primo (6%). Os vizinhos são 9% dos agressores e os desconhecidos são a minoria, representando 3% dos casos.
"É gritante o fato de o pai ser o maior agressor. Ele é justamente quem deveria proteger", afirmou Serafim, sobre os dados da pesquisa, que ainda serão publicados na Revista de Psiquiatria Clínica da Faculdade de Medicina da USP. "As crianças são vítimas dentro de casa."
A pesquisa coordenada pelo psicólogo mostra também que 63,4% das vítimas de abuso são meninas. Na maioria dos casos, a criança abusada, independentemente do sexo, tem menos de 10 anos de idade.
Para Serafim, até pela pouca idade das vítimas, o monitoramento das mães é fundamental para prevenção dos abusos. Muitas crianças agredidas não denunciam os agressores.
Elas, porém, dão sinais de abusos em seu comportamento, segundo Serafim. Por isso, as mães devem estar atentas às mudanças de humor das crianças. "Uma mudança brusca é a maior sinalização de abuso", disse. 



 Não é porque você tem um núcleo familiar, que vc terá ali uma FAMÍLIA.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Meninos não choram!

por dj_Hans
Hoje estava no ônibus, rumo a um compromisso e uma cena triste mais uma vez, parou minha atenção: Uma jovem moça, com seu filho, creio que o menino deveria ter cerca de 5 anos. Ambos estavam descendo do ônibus, e o menino acabou batendo num banco, e começou a chorar, no momento que estavam para descer. A mãe puxou o menino fortemente pelo braço e disse: Para com isso! Menino não chora! Quer que te vejam assim? Nisso o menino ficou tentando conter as lágrimas, com um olhar muito triste.

Infelizmente não é a primeira vez que vejo isso, creio que na verdade toda a semana eu vejo alguma cena parecida, onde a mãe, pai, tio, avó, poda a criança com frases do tipo: não chora, menino não chora! Lembro também da outra frase similar, que as meninas escutam muito: Para! Esta parecendo um guri! Mas é dos meninos que quero falar hoje. Dos meninos que não choram!

Sabem que quando vi aquele menino tentando segurar o choro, pq meninos não choram, por mais esquisito que possa parecer, de certa forma me imaginei como aquele menino, sendo puxado pela mãe, segurando o bracinho que havia batido, provavelmente assustado, sentindo dor, e aprendendo uma grande lição: de que homens não choram,  homens são fortes, não devem mostrar fragilidades. Você pode estar pensando que “ahh isso não fará diferença, o que é uma frasezinha..”. Repita essa frase durante anos, crie uma criança num ambiente onde o homem é forte e não pode chorar, e você pode ver os resultados ( mas não faça isso não).

Esse menino do ônibus me lembrou de outro menino do ano passado. Onde na turma de uma amiga, um menino ainda do Jardim de Infância, que nem conseguia articular bem as palavras, disse para os amiguinhos: mulher é igual lata, um chuta e o outro cata. Toda a turma sorriu, e obviamente ele continuou repetindo, até a professora parar, intervir e conversar com ele sobre o que ele estava dizendo. Essa minha amiga ainda parou e conversou, depois fez um contato com a família para tentar intervir um pouco nesse contexto que levou esse menino a reproduzir aquela frase. Agora eu imagino, quantas vezes nós paramos para intervir? Muitas vezes nós simplesmente deixamos passar. Eu no ônibus, não consegui fazer nada, aquela moça desceu, e provavelmente vai seguir reforçando esta idéia de que homem não chora, na cabeça daquele menino. Foi assim que ela aprendeu.

Homens não choram! Como somos cruéis e nem mais percebemos! Como podemos ter essa necessidade doentia de colocar as pessoas em categorias e exigir que as mesmas permaneçam ali, vivenciando o papel que lhe é imposto. Homem não chora, homem é forte, homem é chefe, homem é comedor. É isso que reforçamos nos meninos, o quanto antes estamos lá colocando na cabecinha dos mesmos que: homem é forte e não pode mostrar fragilidade, pq isso é coisa do sexo oposto, isso é coisa do feminino, as mulheres que são fragéis, delicadas e DEVEM chorar, implícito mandamos a mensagem da inferioridade.

Eu me lembro aqui, de uma reunião familiar, alguns anos atrás, quando eu ainda mantinha contato com a minha família biológica, onde uma determinada pessoa disse, que quando o filho completa-se 13 anos ia levar ele na zona pra virar homem, isso deve ter sido em que ano, creio que 2007, faz pouco tempo, e todos riram e cobraram daquela criança a atitude de “um homem”.  Lembro de quando eu acompanhei o nascimento de um menino, e as pessoas ficavam exaltando que ele era “sacudo”, tinha o saco “bem roxo”, era sacudo como o pai, e todos riam e exaltavam e já começavam as brincadeiras sobre as menininhas que ele iria pegar em alguns anos.

Meninos não choram! Como temos coragem de instantaneamente proibir uma criança de  derramar lágrimas? Em nome de um papel social, em nome de uma construção patriarcal doentia que esta enraizada em nós, que nem mais percebemos, nos apodrecendo por dentro, nós temos a coragem de olhar nos olhos de um menino que caiu e ralou o joelho e dizer naquele momento de dor: Menino não chora! Levanta! E com essa frase "menino não chora" ecoando em tantas escolas, casas, ruas, nós aprofundamos as raízes da opressão,  nós forjamos mais grilhões para nos aprisionarem, nós sufocamos o sentimento, e incentivamos a fuga, a violência, o ressentimento.

Meninos não choram? Menino, você pode chorar sim!
Nós choramos perante tanta opressão e dor.

Ana Rita Dutra dos Santos

sábado, 7 de maio de 2011

Dia das Mães

E chegou o dia das mães. Nesta sexta feira o centro da cidade estava insuportável, o comercio mais uma vez lotado, decorações em tom rosa com flores por todos os lados! Na volta para casa reparei na campanha publicitaria de uma loja: logo na fachada da loja, uma faixa com letras garrafais dizia: Ela pode mandar em casa, mas quem manda no presente é você. Outra loja fazia alusão às "presidentas do lar". 

Eu não tenho nada contra a maternidade, contra o ser mãe. Defendo o direito que as mulheres tem em gerar ou não filhos, uma escolha pessoal, legitima. O que me irrita, me deixa puta é a necessidade que a sociedade como um todo tem de sacralizar, exaltar, tornar obrigatório e envolver em um véu de maravilhoso, todos aqueles papeis que ela considera obrigatório do feminino: ser mãe, ser esposa, ser frágil, gostar de cozinhar, isso e aquilo. Enraizamos isso nas meninas! Desde cedo procuramos adestrar para que a mulher desempenhe "o seu santo papel".

Frases do tipo: "toda mulher quer ser mãe", "toda mãe ama seu filho", "toda mãe é realizada", "só as mães são felizes", " a melhor fase da vida de uma mulher é a maternidade", me revoltam o estômago. A mulher deve ser mãe, e a mãe deve ser perfeita, ela deve estar no padrão que lhe é imposto.


Nem toda mulher quer ser mãe, nem toda mãe ama seu filho, nem toda mulher se sente na melhor fase da sua vida ao vivenciar a maternidade. O que eu noto, e tenho notado cada dia mais é uma gama de mulheres mães infelizes que sofrem caladas, pois não lhe é permitido falar. Assim como no caso da mulher que engravida e não aceita, que não quer, não lhe é permitido falar, expressar seus sentimentos, o mesmo ocorre com a mulher que já possui filhos, mas vivência uma série de amarguras e frustrações. Elas são silenciadas, pq? Pq onde já se viu uma mulher rejeitar a maternidade, rejeitar uma gestação, não querer uma criança? A mulher é obrigada a aceitar o papel de mãe, obrigada a gostar e exaltar isso, sua verdade, seus sentimentos contrários jamais podem ser  trazidos a tona. Nem quando a rejeição da mulher por seu filho se dá por uma patologia como a depressão pós parto, ela é aceita, até neste momento ela é condenada. 

Parafraseando a colocação de uma colega hoje, essa semana outro pai esqueceu o filho dentro do carro e o bebe acabou falecendo. Isso me levou a uma reflexão..
Acompanhando a repercussão, olhando o vídeos da reportagens, TODOS os comentários são de apoio ao pai. Pessoas dando apoio, carinho, entendendo o que aconteceu pois era o stress, a correria do dia a dia, o homem estava sobrecarregado de trabalho, etc. NINGUÉM o acusou. AGORA qdo surgem noticias de mulheres recém paridas que estão CLARAMENTE, comprovadamente em depressão pós parto, muitas vezes sozinhas, e acabam matando o bebê, abandonando, dai para a imprensa e para a sociedade em geral é um MONSTROOOOO, uma CADELA, SEM VERGONHA, VAGABUNDA, CRETINA, SEM CORAÇÃO, que não cuida do filho, e isso não tem perdão. Os tratamentos nos dois casos são bem distintos. 


Essa semana eu acompanhei o caso de um menino que foi levado pela tia para delegacia, esta denunciou que o sobrinho de 10 anos estava sendo abusado pelo padrasto. A mãe foi chamada para prestar esclarecimentos e a mesma depois de ficar a par de toda a situação, disse que não queria o menino novamente em casa, pois ele deve ter seduzido o marido, e se não contou, era porque deve ter gostado do que aconteceu. A mãe de uma outra menina expulsou a filha de casa aos 13 anos ao descobrir que a mesma foi estuprada pelo pai; Em um caso chocante a alguns anos atrás, a mãe foi acusada de co-autoria de estupro, pois ela segurava a filha para que o marido estupra-se a menina.. Nem tudo são rosas quando o assunto é maternidade! Algumas mulheres chegam a este ponto total de anulação. Mulheres machistas, não brotam da terra, elas são forjadas em um contexto de muita dor, alienação, desvalorização, muitas vezes transformando-se em relações doentias.

Eu acredito sim que a maternidade é um poder feminino! É sim! A gestação é algo que ocorre no nosso corpo, o poder de gerar um filho, parir, amamentar, é algo maravilhoso e PODE ser uma experiência incrível na vida de uma mulher, mas ela também pode ser um momento de muita dor, de ódio, de repulsa, de fragelo. Uma mulher que engravida de um estupro, uma menina abusada pelo pai que engravida, uma senhora que engravida do marido abusador durante um processo de ruptura, essas mulheres não estão vivenciando a melhor fase de sua vida. É muito hipócrita de nossa parte, renegar toda a realidade que acompanhamos em nosso dia a dia, e optar por viver uma fantasia, em vez de encarar o problema e agir, tentar assistir essas mulheres neste momento de dor que a maternidade se tornou. É encarando a realidade e lutando que podemos mudar! 

Você ja pensou como seria melhor se uma mulher que tem um filho pudesse desabafar e conversar sobre seus sentimentos? Imagine um mundo onde uma mulher poderia dizer: Eu não sinto vinculo com essa criança, ou mesmo, eu o amo, mas estou tão cansada, quero mais tempo para mim.. Sem levar uma caralhada de pedras! Como seria bom se pudesse haver a partilha, a troca, o auxilio, em vez de toda a mulher que é mãe ser obrigada a exaltar somente o lado bom, e afogar a dor de seu dia a dia. 


Mãe é só uma? Não! Mães são várias! Temos mães que são mães e pais, que são tias, avós, casadas, solteiras, heterossexuais, homossexuais, tb temos mães que jamais geraram um filho! Sou a favor da escolha da mulher em exercer a maternidade, seja pela via biológica ou não, não sou a favor da total anulação da mulher, em prol da encenação de um papel de mãe padecendo no paraíso. A vida não tem que ser só tormentos e abnegação para a mulher. A vida deve ser prazerosa! Devemos viver em plenitude, sendo mães ou não!

Feliz dia das mães! Que este processo seja algo saudável para as mulheres, escolhido, desejado, jamais obrigado! 


quarta-feira, 4 de maio de 2011

Um dia muito especia!

Hoje tive um dia muito especial!! No final da tarde estava na minha sala, sozinha no trabalho e recebi uma visita muito especial! A Marina uma jovem que participou do nosso ultimo projeto de capacitação em direitos humanos para meninas adolescentes de Porto Alegre, foi visitar a sede e me visitar!! Eu fiquei muitoooooooooooo feliz! Realmente não esperava que a Marina fosse até lá nos encontrar! Conversamos muito sobre as impressões dela do projeto, ela trouxe sua visão de oficinanda, e isso é ótimo, afinal o curso foi feito para elas. Enfim conversamos tambem sobre Lei Maria da Penha, sobre nossas experiências de vida, e sobre feminismo! A Marina é uma adolescente de 14 anos! E estava super empoderada e bem informada. 

Foi incrível receber esse carinho sabe? Poxa! O curso terminou e ela veio até a gente seguir conversando!  Ver aquela carinha feliz, empoderada, querendo discutir mais, conhecer mais, não tem preço, deu um quentinho no coração! 

Quando a Marina se despediu, me deu um abraço gostoso e foi embora, mais uma vez veio a sensação de que vale a pena! E valeu muitooo a pena esse ultimo projeto! Valeu a pena todas as viagens, todo o trabalho, planejamento, desgaste, horas mal dormidas, stress, ver a Marina indo nos visitar hoje foi maravilhoso!

As meninas desse projeto são muito especiais! Espero continuar em contato e contar com elas na nossa luta!

E que venhamos os próximos projetos! 

E seguiremos em luta até que tod@s sejam livres!